Projeto de brinquedoteca hospitalar para os idosos: a SÊNIOR "GEMAR".


Contribuição de alunos do curso online de março 2021

Autoras: Geania Moreira Alves e Margarete Boico (Pós em Pedagogia Hospitalar; Pedagogas).


Apresentação

Esse projeto aborda a importância da Brinquedoteca Hospitalar Sênior GeMar e da atuação do profissional Brinquedista dentro desse ambiente diferenciado, os diversos viés de contribuição e considerações quanto a importância do brincar e seus reflexos positivos na prevenção e no tratamento da saúde do idoso (DOIDGE, 2016; FOLTRAN 2020).

O formalismo administrativo, a dificuldade de acesso a serviços hospitalares especializados, carência de recursos humanos, e a demanda maior de uma sociedade cada dia mais dependente de suporte emocional e de apoio às diversas patologias, refletem em superlotações, causando, de modo geral, a unilateralidade no atendimento e o distanciamento dos aspectos humanos para um atendimento hospitalar de qualidade (ALVES, 2020). Sob esse aspecto, incorre-se a despersonalização do paciente, onde ele, muitas vezes é identificado pela patologia, analisado e tratado como um número ou utilizado como instrumento de pesquisa e não como ser biopsicossociocultural e espiritual. Essa situação leva à falta de identidade e autonomia do paciente, criando, muitas vezes, desinteresse e apatia que o coloca em condições de passividade e gera outras patologias mentais diante de um processo em que ele deveria estar ativo para o restabelecimento de seu quadro clínico (PERRONE, 2014).

Tornam-se necessárias ações que promovam parcerias voltadas para a qualidade do atendimento sênior no ambiente hospitalar. Diante desse cenário, surge a Brinquedoteca Hospitalar Sênior GeMar que apresenta o propósito de atuar como ponte e polo cultural de apoio aos idosos hospitalizados, familiares e equipes multidisciplinares através de diversas ações interativas e intergeracionais que atuam no bem-estar físico, psíquico e emocional de todos, auxiliando no tratamento do idoso e contribuindo para maior rotatividade nos leitos hospitalares.

Missão: Atuar com atividades lúdicas para idosos internados em ambientes hospitalares promovendo a socialização e ambientação do idoso através da interação promovida pelas diversas atividades lúdicas que transformam o ambiente hospitalar, auxiliam na saúde física e mental, a curto, médio e longo prazo, contribuindo para sua recuperação e maior rotatividade nos leitos.

Visão: Ser reconhecida como setor de humanização permanente no campo hospitalar através da qualidade do serviço prestado, da produção de bem-estar, cultura e práticas sustentáveis, criativas e inovadoras abrangendo o núcleo hospitalar e a população no entorno.

Valores: Respeito ao ser humano, atendimento humanizado aos pacientes idosos e às equipes multidisciplinares, ética e valorização com foco no acolhimento, na inclusão e acessibilidade ao espaço e às atividades planejadas.


Plano Financeiro: Para implantação, andamento e práticas sustentáveis, esse projeto visa o apoio de parcerias internas e externas nas doações, tanto para reforma do espaço físico, quanto dos móveis, objetos e materiais lúdicos que o idoso irá utilizar.


Conclusão

Existe uma magia expressa dentro da ludicidade e esse projeto revela um pouco dessa beleza ao oferecer a criatividade e a ressignificação do olhar, com amor e alegria para a recuperação do idoso e, consequentemente, para sua deshospitalização mais rápida.


Algumas Referências:

ALVES, Geania Moreira. Um olhar sensível na prática pedagógica em espaços hospitalares: A andragogia. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento., Link de acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/pedagogia/olhar-sensivel. Acesso em 20/03/21

PERRONE, R. A. P., & Figueiredo, M. F. N. (2014). Lo lúdico como estrategia de adaptación a la enfermedad y a la hospitalización de pacientes adultos. In: A. Díaz-Román, E. Hita-Yáñez, & M. T. Ramiro (Orgs.). Avances en Psicología Clínica (pp. 814-822). Granada: Asociación Española de Psicología Conductual.

DOIDGE, N. O Cérebro que Cura: Como a Neuroplasticidade pode revolucionar o tratamento de lesões e doenças cerebrais. Rio de Janeiro-São Paulo: 1ª ed. Record, 2016.

FOLTRAN, E.P., OLIVEIRA, R.C.S. A presença do lúdico na vida do idoso. Faculdade Sant’Ana em Revista, Ponta Grossa, v.4, p. 30-51, sem 2020. Disponível em WWW.iessa.edu.br. Acesso 19/03/2021

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